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Este pode ser o desejo de alguns economistas. Jacques Sapir tem por alvo um discurso económico que procura esvaziar a acção política do seu sentido, um discurso que, sob a capa de um suposto rigor científico, é na realidade profundamente antidemocrático. Através da apologia que alguns economistas fazem das agências internacionais e da globalização, exprime-se o velho sentimento liberal hostil a toda e qualquer forma de soberania popular.
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